quarta-feira, 13 de julho de 2011

Como tudo... está começando

Bom, minha vida de ensino médio já acabou e esse ano eu comecei a fazer universidade. Estou no curso de Engenharia Elétrica da UFPA e acabei de concluir o primeiro semestre. Estava pensando e achei interessante compartilhar essa experiência com os futuros universitários, sobretudo aqueles que pretendem seguir na nobre área da engenharia.
Neste semestre me deparei com um pouco da parte básica: matemática, química e computação. Na verdade, acho que posso resumir um pouco das 6 disciplinas então lá vai:
Cálculo 1: Aqui começa a vida de todo engenheiro, é o que dizem. Basicamente, aprendemos a ver uma nova  (mas nem tanto) matemática, muito mais eficiente que do ensino médio para entender problemas da Física. O que achei mais interessante é que ela parte de princípios contra-intuitivos, como o infinitamente grande e o infinitamente pequeno. A disciplina mais difícil: minha favorita.
Álgebra Linear: Matemática de terceiro ano, só que mais aprofundada. Vetores, matrizes, sistemas, geometria analítica. Às vezes dava um trabalho resolver os problemas, mas é muito legal como essa disciplina pode ser aplicada, principlamente na computação.
Desenho Técnico: Ok, muita gente que eu conheço estudou essa disciplina pelo computador e eu vi no papel mesmo. Mas dizem que é melhor começar assim, então tudo bem. Bom, foram três partes. Na primeira, eu estudei desenho geométrico, ou seja, como construir determinadas figuras. Depois aprendi a fazer projeções, a desenhar um objeto sob várias perspectivas. Por fim, um projeto elétrico de uma casa, já que o meu curso é Engenharia Elétrica. Além disso, a faculdade ofertou um curso de AutoCad que ajudou um pouco na hora de fazer os projetos.
Seminários em Engenharia Elétrica: Como o nome diz, várias palestras sobre o próprio curso e suas aplicações práticas. Não foram muitas palestras, mas houve coisas bem legais como visitas ao laboratórios e a programação de uma visita a hidrelétrica de Tucuruí.
Introdução à Ciência dos Computadores: Essa foi mais para tornar familiar a arte da programação. Aprendi só o básico, mas em outros cursos extracurriculares deu para estender isso.
Química Geral Teórica I: Um pouco da química do ensino médio mais um pouco apronfundada. Basicamente isso. Ah.. e um professor bem maluco.
É... Esse foi o primeiro semestre, ainda vai vir muito mais coisas, bem mais específicas, mas esse início é parecido em qualquer engenharia. Então quem achou interessante, dá até para seguir essa carreira...

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Faça chuva, faça sol

Quando começa a chover, todos correm para proteger suas cabeças
Deveriam estar aproveitando a vida
Ai ai, quando a chuva cai...

Quando o sol brilha com força, todos correm para a sombra
Dariam um fortuna por um belo refresco
Ah, quando o sol nos traz o seu brilho...

Chove, chove, eu não me importo
Brilha o sol: o tempo está ótimo

Eu posso te mostrar, meu bem
Que quando a chuva cai
Nada muda, tudo continua possível
Sim, eu posso te mostrar

Chove, chove, eu não me importo
Brilha o sol: o tempo está ótimo

Tente entender, meu bem
Quando chove ou quanto faz sol
É apenas um estado mental
Me diga: você pode entender?

(Adaptado de Rain - Lennon/McCartney)

domingo, 19 de junho de 2011

Alfa e Beta

Certa vez, Zeus apaixonou-se pela esposa do rei espartano Tíndaro, Leda. Como esta era casada, o deus transformou-se em cisne para consumar sua paixão. Desta forma, a rainha teve dois filhos gêmeos: Castor, filho do rei, e Póllux, filho de Zeus. Mesmo com pais diferentes, tornaram-se inseparáveis. Castor se tornou altamente habilidoso com cavalos, enquanto Póllux dedicou-se à arte guerreira. Juntos, derrotaram piratas no Peloponeso, enfrentraram o enorme javali do Calidão e participaram da busca pelo Velocino de Ouro. Estas aventuras heróicas teriam, porém, seu fim, quando os gêmeos lutaram com os irmãos Idas e Linceu, por suas noiva Hilária e Febe. Castor morreu, mas Póllux sobreviveu, por ser imortal. Não podendo viver separado do irmão, o herói pediu a seu pai, Zeus, para dividir sua imortalidade com Castor. Desta forma, os gêmeos permaneceram unidos, eternizados no céu em uma constelação.

Esta história ilustra o significado da constelação de Gêmeos na mitologia grega. Entre Touro e Câncer na faixa zodiacal, e próxima do Cão Menor, de Auriga e de Órion, Gêmeos se caracteriza por suas estrelas mais brilhantes, Castor (alfa) e Póllux (beta), os heróis de nosso mito. Antigamente, estas estrelas tinham quase o mesmo brilho, um dos motivos da constelação ser associada à ideia de gêmeos. Junto com outras estrelas brilhantes das constelações próximas, elas duas formam um asterismo em forma de hexágono. Acima, uma imagem desta constelação.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Lágrimas de Chuva e de Gelo

Lágrimas caem do firmamento
Refrescam uma terra ardente
Um vento gélido me traz um pensamento
Sob a chuva estou, te vejo de repente

Aqueces meu corpo com teu abraço encharcado
Meus lábios pegam fogo em teu beijo gelado
Desatamos a correr, sem medir velocidade
Como se no movimento morasse a liberdade

Agulhas de água nos bombardeando
Neste oceano discreto estamos nadando
Mergulho com você numa fantasia submarina
É o ar do teu beijo que me dá vida
Princesa, sereia, náiade, doce menina
Foi a chuva que achou minha deusa perdida

quinta-feira, 2 de junho de 2011

O brilho avermelhado de Aldebaran

A constelação de touro é uma das mais "antigas" conhecidas pelo ser humano, estando presente em representações de mitos pré-históricos, como em pinturas rupestres. Na mitologia grega, era associado ao minotauro existente no labirinto de Minos, derrotado pelo herói Teseu, bem como ao touro de bronze, forma assumida por Zeus. Além disso, o touro era uma figura valorizada nas culturas do crescente fértil, como a persa por exemplo. 


Touro está localizado no céu entre Áries e Gêmeos na faixa zodiacal, e tem como referência importante a sua estrela alfa Aldebaran, uma estrela de brilho avermelhado. Tomando como referência Órion, Aldebaran está na direção oposta a Sirius, a estrela mais brilhante do céu. 

Dois asterismos importantes estão presentes na constelação de touro. Um deles é o das Híades, um conjunto de estrelas que fazem o desenho de um "V" no céu. Na mitologia, as Híades eram filhas do titã Atlas com Etéria, e tinham uma grande admiração pelo irmão Hias. O outro é o aglomerado das Plêiades, que a olho nu tem uma aparência difusa. As Plêiades eram, na mitologia, associadas às sete irmãs filhas de Atlas com Pleione, uma deusa do mar. Não se sabe ao certo a origem do nome, mas tornou-se uma ótima referência para navegadores. Abaixo, uma bela imagem deste aglomerado: