quarta-feira, 11 de maio de 2011

Amor, Necessidade e Criatividade

Ela é aquela garota. Bonita, mas não como uma Afrodite. Mas tem algo no jeito dela andar que te atrai como nenhuma outra. Ela não é um gênio, só tem uma inteligência admirável. Não importa: perto dela, você é sempre um idiota mesmo. Cada palavra parece mais bonita na boca dela, que tem aquele magnetismo nos lábios. Ela é a mulher perfeita para você. Mas você não é o homem perfeito para ela.

Não seria tão legal se a vontade do sexo oposto fosse de encontro à sua? Se o amor fosse sempre correspondido? Afinal, a evolução criou o amor entre homens e mulheres como resposta à necessidade reprodutiva. Não seria evolutivamente ideal se fosse mais fácil uni-los? Talvez sim. Mas nenhuma máquina no mundo rende 100%, nem a evolutiva. Além do lado biológico, o ser humano tem uma face social: a vida de uma pessoa não pode girar só em torno de sexo.

Às vezes é extremamente difícil conquistar uma mulher. Aquela garota então, quase impossível. Mas se sempre fosse fácil, valeria a pena? Talvez não. Se não houvessem obstáculos, o amor seria algo banalizado. São as mais difíceis que inspiram nossos melhores poemas. É por elas que assaltamos as flores dos jardins. Elas estão nas letras das canções, nos nossos álbuns de fotografias. Elas nos ensinam tanto sobre o amor, sem perceber. Acredite, aquela garota petulante, implicante, evasiva, pode ser o maior amor da sua vida. Vivido ou não.

sábado, 23 de abril de 2011

Um rio que deságua num recomeço áureo

A vida, o universo e tudo mais: na essência, isto tudo é uma sucessão de ciclos, períodos, finais e recomeços. É com base nisso que nós humanos percebemos o tempo, de modo a dividí-lo em anos, meses, semanas, dias, horas, minutos, segundos. A origem de algumas dessas divisões está ligada de forma direta a eventos astronômicos.


Para os povos da Antiguidade, o principal referencial para a conceituação de ano estava no período de revolução da Terra em torno do Sol. Sob uma perspectiva observacional era o tempo para nossa estrela fazer seu vai-e-vem na esfera celeste. Movimento este que os gregos dividiram em doze partes, considerando sua projeção sobre as constelações de fundo, chamadas de casas zodiacais.
Em muitos dos calendários desenvolvidos por essas civilizações o marco que determinava o final de um ano e início de outro era saída do Sol da constelação de Peixes e sua entrada na constelação de Áries, data que coincidia com o equinócio de março. Para os gregos antigos, o mito de Peixes estava associado à deusa Afrodite: representava a fuga dela e de seu filho Eros do monstro Tifão, na qual se transformaram em dois peixes, unidos por uma corda, e submergiram em um rio. Enquanto isso, Áries representava um carneiro dourado, enviado pelos deuses para salvar Frixo e Hele, filhos do rei Átamas. Hele acabou morrendo, mas Frixo se salvou e ofereceu o carneiro aos deuses, cuja lã, o Velocino de Ouro virou objeto de busca de muitos heróis.


Com a instituição do calendário juliano em Roma e suas posteriores modificações, o ano deixou de começar em março e foi “adiantado” para janeiro (setembro era o antigo mês sete, outubro o antigo oitavo e assim por diante). Além disso, o movimento do eixo de rotação da Terra, conhecido como precessão dos equinócios, fez com que a passagem do Sol pelas constelações se “atrasasse”. Atualmente, o Sol fica na constelação de Peixes de 12 de março a 18 de abril e na de Áries de 19 de abril a 13 de maio (a data de passagem não coincide mais com o equinócio). Numa antiga forma de ver o ano novo, ele foi há apenas 4 dias. :)

segunda-feira, 18 de abril de 2011

I'm free

Eu sou livre para ser do jeito que eu escolher
E cantar a música que eu quiser
Eu sou livre para dizer coisas que eu gosto
Não importa se está certo ou errado
Sempre me pareceu que você só vê o que querem que você veja
 
Você é livre para ser do jeito que você escolher
Se for o seu jeito combinar com o meu, vai ser melhor
Você é livre para estar onde quiser
Um lugar onde possa sentir a brisa no seu rosto

Você sabe que poderá em encontrar
Algo que você pensou um dia ter conhecido
Mas agora tudo está perdido
Sabemos que isso não é divertido

O que quer que você faça
O que quer que você diga
Está tudo bem
Estará tudo bem

Somos livres para ser o que escolhemos
Pensar sobre o que somos
Escrever o que pensamos
E dizer o que não está escrito

(Adaptado de Whatever - Noel Gallangher)

segunda-feira, 14 de março de 2011

Olhos ardentes, lábios explosivos

Olhos de uma doce cor de mel
Me encaram com um brilho escarlate
Tal qual o de Aldebaran no céu
Aquecem um coração que novamente bate

Longos e delicados cabelos
Negros como a sombra da noite clara
Descem da tua face até seios belos
E suavemente reconfortam-me, quando o teu abraço me ampara

Chega o momento, minha hora de partir
Toco meus lábios em teu rosto, em tuas orelhas sussurro
Palavras de sabedoria que te façam sorrir

E meu sorriso invejoso encontra o teu
Superando até o casal de Dom Casmurro
No beijo mais explosivo que alguém já me deu

A nossa própria supernova

domingo, 13 de março de 2011

Só os mais estranhos sobrevivem

Somos todos descendentes de uma bizarrice. Um conjunto de muitas bizarrices, na verdade, acumuladas ao longo de bilhões, dentro de um código presente em cada organismo vivo deste planeta: o código genético. Surgimos de uma série de alterações genéticas as quais permitiram que seres primitivos como as bactérias originassem seres tão complexos como os mamíferos.

dna

Tudo começou com algo muito improvável, tanto que os mais religiosos preferem explicar isso com coisas mais improváveis ainda. Mas com bilhões de planetas no Universo, não é razoável que ao menos em um deles esse evento aconteça? Este evento de tão baixa probabilidade é nada mais que a origem da vida.  Moléculas orgânicas combinaram-se originando os primeiros organismos capazes de se replicar. E este era o objetivo primordial desses seres: replicação. Aquele que fosse capaz de produzir mais cópias de si mesmo se tornaria predominante. Os beneficiados nisso eram os que viviam mais e conseguiam se reproduzir mais numerosamente e sem mutações. Mas estas mutações não eram inevitáveis. Acabam surgindo variações entre os seres. E as variantes mais bem sucedidas no jogo replicativo se tornam predominantes. Eis que surge a seleção natural, meus amigos.

The_Monkey_Suit

A partir da seleção natural, foi possível a evolução daquela vida primitiva ao estado o qual conhecemos hoje. A cada geração, as mutações genéticas originavam variações e aquelas que melhor se adaptavam às condições do meio eram repassadas às gerações seguintes. Num curto período de tempo, a mudança é quase imperceptível. Mas nosso planeta já conta com bilhões de anos de história – e a vida pelo menos metade desse tempo. As mudanças acumuladas em cada geração foram capazes de produzir espécies totalmente diferentes. Foi a sobrevivência dos mais bizarros.

evolucao-personagens-nintendo-2